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Olivia, robô que ajuda usuário a economizar

Olívia aplicativo de investimentos

Olivia, robô que ajuda usuário a economizar

Na última quarta-feira (15), a startup Olivia teve seu lançamento oficializado no Brasil. Criada por dois brasileiros no Vale do Silício, nos EUA, a fintech é uma assistente financeira que usa inteligência artificial para conhecer os hábitos de consumo do usuário e ajudar com a sua organização financeira.

O aplicativo chega no Brasil após uma rodada de investimentos de R$ 25 milhões e está disponível na App Store e no Google Store. A ideia já funciona nos Estados Unidos desde 2016.

Apesar de existirem uma série de aplicativos que tenham como premissa ajudar o usuário a se organizar financeiramente, a Olivia se diferencia ao utilizar inteligência artificial para compreender a rotina de gastos da pessoa e direcionar dicas e sugestões personalizadas para cada perfil de gasto.

Segundo a própria companhia, durante a fase de testes, a Olivia chegou a gerar mais de R$ 10 milhões em economia para os usuários que testaram a plataforma.

“Esse período de testes foi importante para que pudéssemos adaptar a plataforma às necessidades dos brasileiros, apresentando ao público uma interface simples e intuitiva. Foram meses recebendo feedbacks até chegar a esta versão”, comenta Lucas Moraes, cofundador da Olivia.

“Além disso, esse tempo foi fundamental para que conseguíssemos nos conectar às principais instituições financeiras do país”, conclui Moraes.

Por enquanto, poderão se conectar à plataforma clientes do bancos Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nubank e BV, além dos cartões Alelo, CrediCard, Sodexo, Ticket, Itaucard e American Express.

Como funciona

A Olivia é um aplicativo que combina as funções de chatbot e organizador financeiro com inteligência artificial e análise de dados. Assim que o usuário abrir o aplicativo pela primeira vez, a Olivia pede permissão para acessar a conta bancária e as transações financeiras e aprender, assim, com seus hábitos de compras.

Com o uso e o tempo, a Olivia passa a conhecer cada vez melhor o usuário e como e onde a pessoa gasta seu dinheiro. Fazendo uso de inteligência artificial, a assistente chega a prever as próximas compras e recomenda as melhores formas para gastar menos e poupar o salário.

Toda a comunicação entre o usuário e a Olivia é feita por meio de um chat – que chega a lembrar o WhatsApp. A ferramenta faz perguntas e dá sugestões, fornecendo análises aos usuários sobre sua situação financeira. Além disso, o aplicativo sempre incentiva a pessoa a economizar, nem que seja uma pequena fatia do seu salário.

A função do aplicativo é aprender e compreender o lifestyle do usuário e transformar essas informações em dados que avaliem a rotina de gastos, para que a Olivia possa passar a procurar formas de otimizar os gastos.

A ferramenta é capaz de fazer pesquisas de preços e propor ao usuário novos padrões de consumo. Por exemplo, caso o usuário tenha como hábito comer fora regularmente, o aplicativo irá sugerir restaurantes mais baratos ou até mesmo procurar na internet por cupons de descontos nos restaurantes mais frequentados pelo usuário. No aplicativo é possível estabelecer metas de gastos e a Olivia ajuda o usuário a cumprir tais objetivos.

Além disso, após realizar uma economia, o aplicativo sugere algumas compras que podem ser feitas com essa sobra. Nesses casos, se a operação for realizada, a Olivia recebe uma pequena comissão.

Como explicou a companhia, a monetização da operação se dá, principalmente, através desse tipo de parceria.

Por exemplo, caso a Olivia perceba que um usuário possui uma frequência de consumo em uma determinada rede fast-food parceira, a plataforma pode oferecer uma vantagem, como um cupom de desconto.

Nesse momento, a Olivia vai propor à empresa que divida com ela a vantagem, dando-lhe uma “comissão” de 25%. Caso o desconto seja desconto de 10% – ou R$ 10 – numa conta de R$ 100, por exemplo, o usuário vai repassar automaticamente R$ 2,50 para o app.

A companhia reitera que a Olivia é totalmente transparente com o usuário. Sempre que ela oferece algum conteúdo patrocinado ou ganha qualquer comissão de alguma transação, o usuário é avisado.

Aporte viabiliza operação

Segundo Moraes, o aporte realizado na startup na última rodada de investimento foi essencial para que o serviço pudesse realizar seu lançamento no Brasil.

O banco BV, marca do Banco Votorantim, em conjunto com a MSW Capital, gestora de venture capital, por meio do fundo BR Startpus, realizaram um investimento de R$ 25 milhões na operação. Segundo Moraes, esse montante será utilizado para o investimento em tecnologia e para expandir o serviço no país.

“Trazer a Olivia para o Brasil sempre esteve em nossos planos. No último ano, testamos a plataforma e confirmamos o grande potencial do mercado brasileiro. O aporte do banco BV, com quem já temos uma parceria, sem dúvida alguma, reafirma essa tese”, afirma Moraes.

Promoção para brasileiros

Para promover o lançamento da ferramenta no país, o aplicativo está lançando uma promoção limitada para os usuários brasileiro.

Batizada de “Olivia paga suas contas”, a promoção consiste em entregar um prêmio de R$ 5 mil reais para cinco participantes pagarem contas que estejam em aberto.

Para participar, o usuário deve baixar o aplicativo e clicar no botão “Participe da nossa promoção”. Então, a Olivia iniciará uma conversa com o participante na qual ela manda a seguinte mensagem: “Por que a Olivia deveria pagar suas contas?”

Os autores das respostas mais criativas serão os ganhadores da promoção. O usuário que quiser participar deve entrar em contato com a Olivia até o dia 31 de janeiro. As melhores respostas serão escolhidas pelo time de Marketing do aplicativo.

Segundo Moraes, a campanha serve também para mostrar uma necessidade de boa parte dos brasileiros: educação financeira de qualidade.

“Não por acaso, o dinheiro é uma das principais causas de estresse dentro das famílias brasileiras. A Olivia nasceu com o propósito de ajudar as pessoas a gastarem melhor. A plataforma auxilia seus usuários não apenas na organização de suas receitas e finanças, mas indicando-lhes formas de economizar”, afirma Moraes.

Fonte: Infomoney

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